DOSSIÊ FINAL do Registro do Teatro de Bonecos Popular do Nordeste

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Dossiê do Registro do Teatro de Bonecos Popular do Nordeste – Mamulengo, Babau, João Redondo e Cassimiro Coco

O dossiê aqui apresentado, apesar de ser redigido na sua formatação final por mim, é um trabalho escrito por muitas mãos, afinal ele é o resultado de um processo que já dura mais de oito anos. Para realizá-lo, utilizei informações e me apropriei de partes contidas nos Relatórios Finais e nas Fichas de Sítio elaborados pelos coordenadores das equipes estaduais de pesquisa. Também foram aproveitados os dados presentes nas Fichas Q40 e F40, nas quais estão transcritas as entrevistas realizadas com cada um dos bonequeiros registrados. Assim, neste documento final também estão contidas suas falas e narrativas. Considerando o que foi dito acima, não apresentarei referências em nota quando utilizo os dados produzidos durante a instrução do processo de Registro, caso contrário elas seriam infindáveis. As notas presentes referem-se a estudos realizados fora deste processo, indicando sua fonte. Os estudos anteriores realizados por pesquisadores e estudiosos sobre o Bem, alguns publicados, outros não, foram fundamentais para a redação deste Dossiê. Todos estão citados na bibliografia. Dessa forma, este dossiê configura-se como uma bricolage, uma mistura de muitas vozes e escrituras. Para nomear os artistas do teatro de bonecos popular dentro de uma categoria ampla, sejam eles da nova ou da velha geração, utilizo a designação “bonequeiro”. Quando utilizo a designação “mestre” ou “mestre bonequeiro”, refiro-me especificamente aos bonequeiros da velha geração, afinal “mestre é aquele que já pode ensinar” (Solón, bonequeiro pernambucano, já falecido). Além destas, uso ainda as denominações utilizadas nos estados, que variam de um para outro. Assim, ao me referir aos bonequeiros de Pernambuco e do Distrito Federal, uso também “mamulengueiro”; do Rio Grande do Norte, “calungueiro”; e do Ceará,“calungueiro ou “cassimireiro”. Apenas na Paraíba não há denominação específica. As informações referentes aos bonequeiros – nome artístico, nome do grupo (quando pertinente), nome completo, idade e local de nascimento – serão fornecidas apenas na primeira vez em que estes forem citados, evitando assim repetições. Embora alguns deles sejam denominados com a alcunha de “Mestre” que aparece antes de seu nome (Mestre Clóvis, Mestre Zé de Vina, dentre outros), optou-se pela supressão da palavra “Mestre” em todos eles, uma vez que este epíteto quase sempre veio de fora, de estudiosos e pesquisadores que o inseriu antes de alguns nomes.

Izabela Brochado – Universidade de Brasília Coordenadora geral do Processo de Registro