Artigo sobre a Revista Móin-Móin no Boletim Eletrônico da CAL/UNIMA “La Hoja del Titiritero”

Foi publicado o artigo Construção e difusão do conhecimento – Possíveis aportes da Revista Móin-Móin do Brasil (1) do Prof. Dr. Valmor Níni Beltrame (2) na La Hoja del Titiritero. Boletín electrónico de la Comisión para América Latina de la Unima – Año 11 – n° 31 – Diciembre 2014

Segue abaixo o artigo na íntegra.

Confira este e outros artigos e notícias na “La Hoja del Titiritero” Boletín electrónico de la Comisión para América Latina de la Unima – Año 11 – n° 31 – Diciembre 2014 – Boa leitura!

Construção e difusão do conhecimento
Possíveis aportes da Revista Móin-Móin do Brasil
(1)

Prof. Dr. Valmor Níni Beltrame (2)

A Móin-Móin, Revista de Estudos sobre Teatro de Formas Animadas, é uma publicação acadêmica que integra um conjunto de ações culturais desenvolvidas em parceria com a Universidade do Estado de Santa Catarina – UDESC e a Sociedade Cultura Artística – SCAR, de Jaraguá do Sul, desde o ano de 2004.

Dentre as principais ações se destacam, além da revista, a realização do Festival de Teatro Formas Animadas, o Seminário de Estudos e a Exposição de Banners sobre pesquisas, ações formativas e processos de criação de grupos de teatro ou titeriteiros solistas.
A Revista, até onde sabemos, é a única publicação acadêmica dedicada a essa arte na América Latina.

É importante destacar que a Revista é vinculada ao Programa de Pós-Graduação (Mestrado e Doutorado) em Teatro da UDESC. Este vínculo determina uma série de procedimentos e funções, como a obediência às normas que a diferenciam de outras publicações não menos importantes, mas com objetivos diferentes. Esta perspectiva define a Revista com perfil mais formativo (priorizando a veiculação de estudos e resultados de pesquisas), do que informativo (divulgação de notícias, eventos, chamadas para participação em ações).

A Revista nasce com os objetivos de divulgar pesquisas teóricas e práticas, concluídas ou em andamento; e estimular a realização de novos estudos que possam contribuir para consolidar o teatro de formas animadas como campo de reflexão e experimentação artística. Assume também o propósito de contribuir com o ensino desta arte junto aos Cursos de Graduação e de Pós-Graduação em Artes Cênicas, assim como subsidiar o trabalho de grupos de teatro.

No início dos anos 2000 já dispúnhamos de diversas pesquisas sobre teatro de animação realizadas dentro de universidades brasileiras, mas grande parte permanecia confinada nas bibliotecas destas instituições ou circunscritas a um pequeno grupo de interessados. Por isso uma das suas finalidades é compartilhar o conhecimento produzido.

O título Móin-Móin é uma homenagem à marionetista Margarethe Schlünzen, imigrante alemã, que chegou a Jaraguá do Sul no início da década de 1930 e faleceu em agosto de 1978. Durante as décadas de 1950 a 1970, encantou crianças da cidade com suas apresentações do Kasperle Teatro de Bonecos.

O Kasperle, manifestação do teatro de bonecos popular alemão, com adaptações ao contexto local, era encenado por ela, pela cunhada Martha e por sua empregada doméstica Adelaide que aprendeu a tocar flauta, gaita de boca e a falar um pouco do idioma alemão usado com frequência nas apresentações efetuadas em escolas, creches e festividades da igreja luterana da cidade.

Dona Margareth (3) era recebida efusivamente nas escolas pelo coro de crianças saudando-a com Guten Morgen, Guten Morgen (Moin Moin ou bom dia, bom dia, cumprimento em dialeto alemão da região da Westphalia). A expressão tornou o trabalho da marionetista conhecido como “Teatro da Móin-Móin”.

Pensar e repensar a nossa arte – O teatro de bonecos, teatro de formas animadas, ou teatro de animação, como cada vez mais o denominamos no Brasil é uma manifestação cênica que utiliza bonecos, máscaras, objetos, silhuetas, imagens animadas pelo ator-animador, pelo bonequeiro, ou pelo titeriteiro. Ele atua à vista do público ou oculto por empanadas, tapadeiras e outros recursos. Dentre as principais características deste teatro se destacam: a presença da forma animada/boneco como protagonista da cena; o objeto inanimado simulando vida, vontade, intenção e autonomia por meio de movimentos dados pelo ator-animador; a transfiguração do boneco/objeto em personagem tornado crível diante do público.

Procura-se fazer com que a animação não seja confundida com a realização de qualquer movimento do títere em cena. A qualidade da sua animação não está diretamente relacionada com a quantidade e intensidade de movimentos. A ausência de movimento também pode ser uma ação da personagem, logo isso também é animar. Animar está intrinsecamente relacionado com a simulação da vida. Por isso não é movimento aleatório, indica alguma intenção e assim dá a impressão de que o títere possui autonomia, consciência. Como afirma Margareta Niculescu: “É importante que as marionetes pensem. Uma marionete que não pensa é uma marionete manipulada” (4).

Animar o títere implica em o ator-titeriteiro definir e ordenar a sequência de gestos e ações cênicas que qualificam a presença do objeto/personagem. Ação cênica é compreendida aqui como tudo o que a personagem faz, desde gestos até a concepção de mundo definida pelo animador.

O desafio é produzir a impressão de vida num corpo que não a possui, portanto, o que qualifica a animação é a seleção dos movimentos, dos gestos, e das atitudes definidas pelo ator-titeriteiro e pela direção do espetáculo, juntos eles elaboram a partitura de gestos e ações da personagem títere. Claire Heggen, ao refletir sobre seu trabalho como atriz e diretora, em artigo publicado na Revista Móin-Móin N.06, afirma:

“Objeto já não é um mero objeto material, maneira para ser manipulada: ele acede ao estatuto de metáfora, de símbolo, de ideia que nos transporta em espírito. No entanto, nem o ator nem o espectador são ingênuos. Quando um boneco se anima, todos sabem que ele é manipulado, à vista ou não. Creio que o próprio prazer do espectador vem da dupla visão (duplo conhecimento) do jogo de ida e volta entre o que é mostrado e o que é oculto. É a maneira de investir o objeto, de magnetizá-lo, que leva o espectador a se iludir, a crer na ficção proposta. Nesse momento, essa ficção conta, diz, enuncia e anuncia algo de outra esfera que não a material, mais filosófica, metafísica, espiritual (HEGGEN, Claire; 2008: 61).” (5)

A diretora francesa evidencia neste pequeno trecho de seu artigo diversos aspectos importantes sobre o nosso trabalho. A necessidade de ampliar a reflexão sobre a expressão, a prática, o exercício de manipular (muitos preferem a expressão animar) o títere; a relação com o espectador e a busca para estabelecer o pacto ficcional; como efetivá-la? E ainda, que nosso trabalho é mais que técnico (ainda que este aspecto esteja profundamente imbricado), porém, se situa numa dimensão filosófica e espiritual. Acreditamos que é papel da Revista provocar discussões em torno de temas como este trazendo opiniões convergentes e divergentes como forma de ampliar e enriquecer o debate.

Caminhos a percorrer – Um dos desafios da Móin-Móin é preencher a lacuna na difusão de estudos e reflexões resultante de pesquisas efetuadas nas universidades ou no interior dos grupos que trabalham com as distintas formas expressivas que compõem este campo artístico. Ao mesmo tempo, pretende contribuir na formação de artistas, professores, estudantes, pesquisadores e ampliar a compreensão do público interessado em conhecer mais profundamente essa linguagem.

Hoje no Brasil, ainda não temos cursos superiores (Bacharelado ou Licenciatura) em teatro de títeres, diferentemente do que ocorre em países como a vizinha Argentina (6). Em nosso país os cursos de teatro em diversas Universidades oferecem uma, duas ou até três disciplinas regulares dentro dos cursos de formação de atores e diretores de teatro. Não há uma carreira universitária em teatro de títeres. Isso nos possibilita perceber que, se de um lado, temos a ausência de uma formação sistemática, uma formação acadêmica que se ocupa durante quatro anos da profissionalização do titeriteiro, por outro lado, contamos com o ensino de conteúdos sobre Teatro de Animação em diversos cursos superiores de teatro com disciplinas pelas quais passam os jovens estudantes de artes cênicas. Uma disciplina de 70 horas/aula certamente não dá conta de propiciar a formação profissional para o titeriteiro. Mas colabora para a ampliação do conhecimento sobre a nossa arte como campo de expressão artística e profissional. Também ajuda a dirimir preconceitos e desinformações sobre o que é o teatro de animação como manifestação artística.

Ao mesmo tempo, diversos Programas de Pós-Graduação (Mestrado e Doutorado) em Teatro têm apoiado uma quantidade significativa de pesquisas e produzido conhecimentos que necessitam ser compartilhados com quem faz teatro. Ao publicar artigos de diretores teatrais e artistas sem vínculos diretos com Universidades, a Revista aposta na concepção de que o conhecimento teatral também é produzido no interior de grupos que sistematizam seus processos de criação e de trabalho.

Muitos grupos constituem núcleos agregadores de inúmeras aptidões e saberes visíveis no resultado artístico final, o espetáculo, e resultam de anos de experimentação e conhecimentos específicos acumulados na prática artesanal, pela necessidade de “dialogar” com materiais, formas, cores, possibilidades de movimento.

A produção artesanal, a necessidade de também fabricar a personagem com as mãos para depois levá-la à cena exige a produção e o domínio de conhecimentos indispensáveis ao exercício da profissão. Ao divulgar estudos universitários e práticas sistematizadas de artistas e grupos de teatro, a Revista aposta no aprofundamento de relações de trabalho entre os meios acadêmicos e artísticos.

Aos interessados em conhecer melhor parte da produção acadêmica sobre teatro de animação feita no Brasil recomendamos a leitura do Dossiê,Teatro de Animação e Pesquisa Acadêmica no Brasil, publicado em La Hoja del Titiritero N. 30 – Julio de 2014.

Até o ano de 2012 a periodicidade da publicação da Revista Móin-Móin era anual, porém a partir do ano de 2013 temos trabalhado para o lançamento semestral das edições. Uma das suas peculiaridades é ser monotemática: está dedicada ao teatro de animação, mas para cada edição seu Conselho Editorial decide um novo tema a ser abordado. Essa opção possibilita aprofundar as discussões em torno de um objeto de estudos.

A reunião de mais de uma dezena de artigos abordando um mesmo assunto busca, de um lado, cobrir amplamente a temática selecionada e de outro, reunir diferentes visões sobre o mesmo.

Temas como: o trabalho do ator; tradição e modernidade; teatro de bonecos popular brasileiro; teatro de formas animadas contemporâneo; o teatro e as suas relações com as outras artes; formação profissional; cenários da criação no teatro de animação brasileiro; dramaturgias; teatro de sombras; encenação teatral; teatro de títeres na América Latina; visualidades no teatro de formas animadas foram os temas centrais abordados em suas doze edições, até este ano de 2014.

Os artigos são de autores brasileiros e de diversos países como: Alemanha, Argentina, Bolívia, Canadá, Chile, China, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Equador, Espanha, Estado Unidos, França, Índia, Indonésia (Bali), Inglaterra, Irlanda, Israel, Itália, México, Peru, Polônia, Porto Rico, Portugal, Turquia, Uruguai e Venezuela, o que permite confrontar contextos, procedimentos, concepções teóricas e práticas artísticas de realidades diferentes(7). Possibilitar o confronto de diferentes formas de pensar, experiências realizadas em diferentes contextos culturais é mais um dos nossos propósitos.

A internacionalização da Revista se deve, certamente, ao envolvimento de autores oriundos de países de diferentes continentes, à publicação dos artigos traduzidos para o português e no idioma em que foi originalmente escrito, à presença da mesma no acervo dos principais centros de pesquisa em teatro de marionetes da Europa e dos Estados Unidos e também às relações com a Union Internationale de la Marionnette – UNIMA, nossa entidade que agrega marionetistas mais de oitenta países. Sobre a tradução dos artigos há um aspecto importante a destacar: não traduzimos os textos escritos em língua espanhola porque acreditamos que desse modo ajudamos a provocar os brasileiros para que leiam no idioma de nossos irmãos-vizinhos e assim contribuímos para romper possíveis fronteiras impostas pelos idiomas e nos aproximemos um pouco mais.

Três desafios permanentes – Editar qualquer Revista exige dedicação, cuidado e persistência, mas é um trabalho prazeroso. Se nós da Revista Móin-Móin, nestes poucos anos de trabalho já temos boas histórias para compartilhar, podemos imaginar o que nos poderiam contar Quique Di Mauro, editor da Revista Juancito y Maria, de Córdoba; Guillermo Bernasconi, editor da Revista Fardom, de Buenos Aires; Ciro Gómez Acevedo e os titeriteiros da Asociación Cultural Hilos Mágicos que publicam a Revista Jornada de Títeres de Bogotá, na Colômbia; Susanita Freire, Ana Maria Allendes e Fabrice Guilliot, responsáveis pela La Hoja del Titiritero (Brasil, Chile e França); Toni Rumbau, editor da Titeresante, de Barcelona; Joaquín Hernández, UNIMA Espanha, coordenador da Fantoche – Arte de los Títeres, de Madrid; apenas para citar algumas iniciativas com boa visibilidade, ou que nos chegam aqui no Brasil.

Revistas como as nossas são feitas com a colaboração, apoio e generosidade de muitas pessoas. Sem isso seria impossível. Por isso, nós da Móin-Móin, manifestamos sempre a mais profunda gratidão aos nossos colaboradores. Referimos-nos aos autores de cada artigo que se dedicam e ocupam grande tempo para a produção dos textos com cuidado e rigor; referimos-nos e agradecemos aos membros do Conselho Editorial da Revista que nos ajudam a definir o tema central de cada edição, além de emitir os pareceres sobre a publicação de cada artigo. Isso se reveste de um trabalho de grande responsabilidade uma vez que colabora para a manutenção da qualidade e profundidade das reflexões dos textos.

Aliás, este é um dos desafios constantes: manter a qualidade acadêmica da Revista de modo a contribuir para a reflexão sobre o teatro de animação. É fundamental destacar e agradecer aos tradutores dos artigos. O leitor perceberá que procuramos manter o mesmo elenco, selecionado entre profissionais com conhecimento da arte teatral, para garantir a qualidade das traduções.

Também é indispensável lembrar e agradecer as duas instituições que assumem as responsabilidades financeiras para a publicação: a Sociedade Cultura Artística de Jaraguá do Sul – SCAR e a Universidade do Estado de Santa Catarina – UDESC. Sem o apoio destas instituições dificilmente existiria a Revista.

Aqui se apresenta outro desafio: a captação de recursos financeiros para cada edição. A parceria entre SCAR e UDESC tem se mostrado o melhor caminho encontrado até agora.

A Universidade se responsabiliza pelo trabalho de montagem da Revista, que implica em emitir as cartas aos autores e manter o diálogo com os mesmos durante toda a preparação da edição; formatar e adequar os artigos às normas acadêmicas (este trabalho é efetuado por estudantes bolsistas, estudantes que integram nosso Grupo de Estudos sobre Teatro de Animação e professores); pagar os tradutores dos artigos, além de outros afazeres decorrentes de cada etapa da montagem da revista.

A SCAR assume a responsabilidade de captar recursos financeiros ou, às vezes, aplicar recursos próprios para pagar a diagramação, revisão ortográfica, a impressão de mil exemplares, efetuar a distribuição e divulgação da revista. Este formato de compartilhamento de responsabilidades, segundo as características de cada instituição, tem sido produtivo até o presente momento.

Outro desafio constante é a sua distribuição. Mesmo sendo oferecida gratuitamente, isso implica em custos e taxas de correio (8). No Brasil procuramos fazer com que a Móin-Móin chegue aos grupos de teatro que trabalham com a linguagem do teatro de animação, aos professores, a estudantes, aos membros da Associação Brasileira de Teatro de Bonecos – ABTB, além de bibliotecas públicas, bibliotecas universitárias e aos Programas de Pós-Graduação em Teatro e em Artes.

As edições saem na versão impressa e on-line, que podem ser acessadas no seguinte endereço:http://www.ceart.udesc.br/ppgt/publicacoes_moinmoin.html
Os brasileiros interessados em receber a versão impressa podem fazer a solicitação diretamente para a SCAR (9), porém devem se comprometer em pagar as despesas de remessa junto aos correios. Nos últimos anos constatamos que as taxas de envio por correio aumentam em cerca de 35% os custos de cada edição. A decisão de publicar a versão digital ocorre porque facilita o acesso do leitor de qualquer lugar, em tempo bastante exíguo. É mais uma forma de disseminar o conhecimento.

Considerações finais – Acreditamos na importância de as revistas definirem seu perfil. A Móin-Móin ao optar por ser uma revista acadêmica, monotemática, priorizando a publicação de estudos de pesquisadores universitários ou artistas que sistematizam seus trabalhos fez uma clara opção. Não significa que seja a melhor. Revistas com opção informativa, com base em notícias cumprem papel indispensável.

Parte da repercussão positiva da nossa Revista se deve a sua indissociação com o Seminário de Estudos sobre Teatro de Formas Animadas e o Festival de Formas Animadas que se realizam na cidade de Jaraguá do Sul – Santa Catarina. Isso colabora para a manutenção de indispensáveis conexões entre teoria e prática. Seu vínculo com o Programa de Pós-Graduação (Mestrado e Doutorado) em Teatro da UDESC ajuda a manter o rigor e a verticalização dos estudos publicados. Reunimos um grupo de colaboradores que atuam permanentemente para auxiliar na regularidade de sua publicação, ou seja, a Revista é feita com o apoio e o trabalho de muitos colaboradores.

Sabemos que cada revista tem suas peculiaridades definidas por quem faz, por seus objetivos e o contexto na qual nasce e é editada. Ao terminar de escrever o presente texto fica a expectativa de conhecer o percurso, os desafios e as conquistas de outras revistas dedicadas ao teatro de títeres. Por isso lançamos o desafio aos responsáveis pela publicação de La Hoja del Titiritero para convidar outros editores a contar suas histórias, as histórias de suas revistas.

(1) Este texto agrega partes do artigo Revista Móin-Móin publicado no periódico Ô Catarina – Suplemento Cultural de Santa Catarina. Florianópolis: Fundação Catarinense de Cultura, 2013, V.76.

(2) Diretor teatral, Doutor em Teatro, Professor no Programa de Pós-Graduação (Mestrado e Doutorado) em Teatro da Universidade do Estado de Santa Catarina – UDESC. Pesquisa e atua com diferentes manifestações do Teatro de Animação: teatro de bonecos, objetos, máscaras e teatro de sombras. É editor da Revista Móin-Móin.

(3) O artigo Móin-Móin, Margarethe, escrito por Mery Petty, publicado na Revista Móin-Móin N.3 (2007) fornece importantes dados sobre a história da marionetista e suas ações na cidade de Jaraguá do Sul.

(4) Margareta Niculescu criou, no ano de 1987, juntamente com Jacques Félix, a École Supérieure Nationale des Arts de la Marionnette – ESNAM, em Charleville-Mézières, França e a dirigiu até o ano de 1999. Diretora teatral e pedagoga do teatro reconhecida por suas importantes contribuições para o fortalecimento do teatro de marionetes. (Entrevista concedida ao autor em 07 de dezembro de 1998).

(5) HEGGEN, Claire. Sujeito – Objeto: entrevistas e negociações. In Revista Móin-Móin. Jaraguá do Sul: SCAR – UDESC, 2009. N.6. Tradução Margarida Baird e José Ronaldo Faleiro.

(6) Em Buenos Aires existe a Escuela de Titiriteros del Teatro General San Martin, dirigida por Adelaida Mangani. É uma escola técnica de reconhecida trajetória. Existe também o Curso Superior de Teatro de Títeres e Objetos na Universidad Nacional de San Martin – UNSAM, cidade de San Martin.

(7) Do ponto de vista quantitativo informamos que as 12 edições reúnem 146 artigos num total de 862 páginas. Desse conjunto de artigos, 29 são em idioma espanhol, e 28 em outros idiomas como francês, inglês, italiano, alemão, polonês e mandarim.

 (8) Até a edição Nº 5, no ano de ano de 2008, a Revista era vendida pelo valor de R$ 25,00 (vinte e cinco Reais) o equivalente a cerca de US$ 10,00. A ideia de cobrar tal valor sustentava a expectativa de, a cada quatro edições, arrecadar recursos para custear um novo número. Porém, vimos que isso não se viabilizava, o que se arrecadava não era suficiente. A decisão foi trabalhar para captar recursos para o custeio da publicação e oferecê-la gratuitamente.

(9) Os pedidos podem ser feitos para o seguinte endereço: scar@scar.art.br, expressando o compromisso de efetuar o pagamento das taxas de correio.

 

Anúncios

Sobre teatrodeanimacao

Grupo de Estudos sobre Teatro de Animação CEART/UDESC Fique atualizado das pesquisas, artigos, seminários, festivais, espetáculos dentro da arte do Teatro de Animação.
Esse post foi publicado em Artigos!, Jornalzinho da Animação!. Bookmark o link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s